
Retrato por Kai Sibley
Se por um lado podemos dizer que Maya Deren inventou o cinema experimental americano, por outro pode-se dizer que Stan Brakhage explorou todo o seu potencial. Sua obra, construída ao longo de mais de cinco décadas, é um compêndio dos principais temas, objetos, técnicas e invenções formais de todo o cinema de “avant-garde” dos Estados Unidos.
Nascido em 1933, Brakhage realizou seu primeiro filme aos dezenove anos. Até a data de sua morte, em março de 2003, estima-se que ele tenha realizado algo em torno de 400 filmes, cuja duração varia entre nove segundos e quatro horas e meia. Alguns são completamente abstratos; outros se utilizam de imagens documentais de modo a articulá-las de maneira associativa ou se assemelham a documentários de observação mais convencionais, embora uma análise mais atenta evidencie diferentes níveis de investigação formal.
Brakhage contribuiu também para o desenvolvimento do cinema direto. Além de ser um dos pioneiros na técnica de pintar e desenhar diretamente sobre a película, ele utilizou diversas outras práticas, tais como riscar a película ou a aplicação de diferentes materiais, além de diferentes técnicas de filmagem e montagem.
O cineasta descreveu sua obra como uma exploração do ‘nascimento, do sexo, da morte, e da busca de Deus’ e desafiou todos os tabus, apontando sua câmera para o ato sexual, partos e autópsias. "Não se trata de uma beleza estática", afirma o crítico Fred Camper, curador do evento, “mas de uma espécie de beleza que limpa os sentidos, que parece atravessar a córnea e ir diretamente ao nervo ótico, que reorienta a maneira de se ver. Seus filmes servem de treinamento para o olhar, tanto para ver outros filmes quanto como uma abertura para modos imaginativos de se ver o mundo”.
As incontáveis inovações técnicas e estéticas de Stan Brakhage constituem um marco das relações entre cinema e artes plásticas. Sua influência atravessa gerações inteiras de realizadores dedicados ao cinema experimental, se estendendo também aos filmes de todos os gêneros: ficção, documentário, publicidade, animação e vídeos musicais. Todos os seus filmes estão atualmente sendo preservados pelo MoMA, de Nova York e pela Academy of Motion Picture Arts and Science.
A mostra Stan Brakhage – A aventura da percepção foi aprovada pelo edital 2008 de ocupação dos espaços da CAIXA Cultural.
Serviço
Cinema: Mostra Stan Brakhage – A aventura da percepção
Data: 07 a 12 de abril de 2009, de terça a domingo
Local: CAIXA Cultural RJ – Cinema 1
End: Av. Almirante Barroso, 25 – Centro
Telefone: (21) 2544-4080
Horário das sessões: 17h30 e 19h30
Ingresso para os filmes: R$ 4,00 (inteira), R$ 2,00 (meia) e R$ 10,00 (passaporte para 08 sessões). Toda a renda arrecadada com os ingressos será destinada ao projeto FOME ZERO
Capacidade: 85 lugares
Classificação: 18 anos
Acesso para portadores de necessidades especiais
Acesse a programação da CAIXA Cultural: www.caixa.gov.br/caixacultural
E essa programação não vem pra São Paulo?!!!!
ResponderExcluirAbraços!
oi Alice,
ResponderExcluirVamos tentar levar para São Paulo sim. Nada no horizonte ainda, mas vamos tentar.
Abraço,
Fernando